Janta panaírica no Porto


Ora bem, cá estou eu após mais de 2 meses de exclusividade do Panão-Pires. Sim, infelizmente, ainda vai sendo o único com vontade (ou tempo) para deixar aqui algumas palavras que lhe vão na alma. E esta posta respeita ao último jantar panaírico, realizado na passada terça-feira.
Sim, no dia 7 de Outubro.
Sim, ouve outra janta antes dessa sem registo aqui no blog.
Sim, a culpa é do panão do costume.
O mesmo que nem com a suspensão temporária dos direitos de gestão deste mui nobre blog se dignou a postar.
O mesmo que nem com uma das novidades do ano (a sua autonomia residencial) se dignou a descrever os seus sentimentos relativos a tal.
Mas dos fracos não reza a história. Interessa que esta janta foi diferente pois lembrou um pouco os tempos da universidade, em que a malta se juntava para beber umas bejecas e petiscar qualquer coisa. Literalmente. É que, após um caldinho verde, fomos escolhendo da pitoresca ementa (quadros de ardósia ao longo de todas as paredes) os petiscos. Estes variaram entre o Chouricix, o Polvix e as argolas de lulix que já não sei o nome outra vez. Eh eh! E tudo ao som de música popular portuguesa e outras que tais! Até este pormenor lembrou as boas e velhas noites no Terminal Tir!
O repasto foi bom, p preço nem tanto, mas interessa é que foi mais uma noite bem passada e com pouca conversa de trabalho! Aguarda-se marcação da próxima janta e, esperemos, desta vez com panetes. Pelo menos esta era a vontade expressa de alguns...

Dia Internacional da Música

Olá...

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Música.
Proposto em 1975 por Yehudi Menuhin, tem servido de mote para a promoção da arte musical em todas as suas vertentes, essencialmente com a realização de diversas e inúmeras iniciativas por esse mundo fora.

Sem dúvida que a música é mágica. É capaz de nos fazer rir, bem como de nos fazer chorar.
É possível através da música enaltecer alguém... imortalizar alguém. Essa força e esse poder poderão ser expressos de uma forma tão subtil, passarão vários anos e rolará muita tinta (ou martelar-se-ão muitas teclas, se preferirem), que só o destinatário(a) dessa homenagem o poderá perceber.

Sem querer entrar em questões de gostos musicais, vou deixar-vos aqui alguns videos de músicas que gosto, sendo a selecção feita atendendo ao instrumento prinicipal das mesmas
Sem menosprezo pelos restantes instrumentos, seleccionei 4.

Comecemos pelo piano. O meu instrumento de eleição.
Tecnicamente talvez não seja de execução elevada (até eu arranho qualquer coisa desta música ao piano), mas é muito bonita.
Chama-se The Sacrifice, e é do Michael Nyman (banda sonora de "O Piano")


A Viola, ou a guitarra.
Ainda que haja guitarristas de qualidade muito superior, nesta música a guitarra do David Gilmour está divinal.
Shine on you Crazy Diamond, dos inevitáveis Pink Floyd.


A Gaita de Foles.
Aqui com Davy Spillane, com Midnight Walker... uma melodia de arrepiar.


A Voz.
Sem dúvida o instrumento mais poderoso, e mais completo.
Aqui fica Dulce Pontes e Andrea Bocelli, com O Mare e Tu.


Ouçam muita música.

Que o panão esteja convosco.

Tributo...

Olá.

Em jeito de continuação da minha posta anterior, aqui está um tributo ao Richard Wright, encontrado no YouTube.

A música é o The Great Gig in The Sky.




Que o panão esteja convosco.

Richard Wright

Olá...

Faleceu Richard Wright aos 65 anos de idade. O cancro levou a melhor...
Considerado o terceiro compositor dos Pink Floyd, contribuia em todos os albuns com temas da sua autoria...

Além da criação, tinha o dom de enriquecer as músicas com os seus teclados brilhantes. Exemplos flagrantes disso podem ser ouvidos em
The Great Gig in the Sky, Time, Money, e a incontornável Shine on You Crazy Diamond.
A voz dele era outro dos seus trunfos, maioritariamente em
chorus, ou como "segundas vozes".Em Confortably Numb, é a voz dele que inicia a música.

Com uma carreira a solo curta mas brilhante, com três albuns editados, contribui com o seu dom em vários albuns de outros artistas.

O sonho de voltar a ver os Pink Floyd juntos numa tournée, esfumou-se... depois da amostra do
Live 8, ainda pensei que fosse possível voltar a sonhar...

Obrigado Rick, pela tua contribuição à musica...

"Each time we return
To this crazy place

We break the promise made, face to face

Easy to make
Easy to break

Something's here we don't understand

I don't know

Why we go on so

I don't want to fight no more tonight

Every time's the same

Both of us to blame

I don't want to talk no more tonight

We've come through before

Now we ask for more

Seems to me we can't escape at all

Words have no meaning

But Oh, such a feeling

Can there be a way out of here
I don't know
Why we go on so
I don't want to fight no more tonight
Every time's the same

Both of us to blame

I don't want to talk no more tonight."


Song - Against The Odds
Album - Wet Dream
1978
http://www.deezer.com/track/54508

Eu sou eu!!!

Porque eu sou eu!!!

Porque nem sempre sou mais do que o que eu sou!
Porque nem sempre te vejo e ouço!
Porque nem sempre estou, mesmo estando!
Porque nem sempre digo o que sinto!
Porque por vezes digo o que não sinto!
Porque por vezes sinto!
Porque por vezes não quero ver e ouvir!
Porque por vezes só vejo e ouço o que eu quero!

Desculpa porque eu sou eu!
Desculpa porque não te ouço!
Desculpa porque as minhas palavras te magoam!
Desculpa porque não vejo o que temos!

Porque eu sou eu!
E era tão bom se isso servisse de desculpa!!!
E é bom estar contigo...

Temos a história a escrever... juntos... o mundo não nos esquecerá...
Porque eu sou eu, e tu és tu!

E porque nós somos nós... e não nada mais belo que isso...
MM-T

Que este panão esteja sempre contigo...

Férias...

Olá...
Aqui estou para a posta veraneante.
Este ano, decidimos ir até à região de Barcelona.
Passando a publicidade à companhia aérea, a viagem correu bem... a Tiz portou-se lindamente, bem melhor que o pai (hehe).

Optamos por alugar uma casa num local calmo e relaxante, que estivesse perto de tudo, e ao mesmo tempo longe de tudo.


Assim, fomos para Cala Canyelles, perto de Lloret de Mar.

Situado numa encosta, o local era
excelente, com uma envolvência verde fantástica e com o mar ali ao lado.
A temperatura da água do mar era fantástica, convidando a longos banhos. Infelizmente, e dada a geografia do local, o retorno da praia era demasiado penoso, o que levou a que usufruíssemos mais da piscina do que da praia.

Finalmente, Barcelona.
Numa primeira análise, apresentava-se como uma cidade como tantas outras de dimensão semelhante.

À medida que nos aproximávamos do centro, a paisagem urbana tornou-se bem diferente e peculiar.

Iniciamos a ronda pelo Montjuic, pequeno monte situado junto ao Porto, que foi aproveitado para as instalações olímpicas dos jogos de 1992. A vista sobre a cidade é lindíssima, como podem ver.

Seguidamente fomos para o centro, mais precisamente para a Praça da Catalunha, onde pudemos descer Las Ramblas, extensas avenidas que unem a dita praça ao antigo Porto de Barcelona.



Neste local, muito turístico, com animação constante, como é o caso deste
mimo, no mínimo original.

Imensos artistas de rua a colorir Las Ramblas, com constantes animações e interacções com os turistas, músicos (de elevada qualidade), pequenas lojas, o mercado La Boqueria, etc, tornam este local obrigatório para quem visita Barcelona.


Mas como Barcelona, está vincadamente ligada a Antoni Gaudi, fomos ver algumas das suas obras.

Para visionarmos as obras de Gaudi, basta circularmos pela cidade, tantas são as suas influências.

Como não vos quero maçar, falarei de duas obras.


Comecemos com a Casa Milà, também conhecida como La Pedrera. É um edifiício lindíssimo.

Este edifíco não possui quaisquer linhas rectas, sendo considerado por muitos pouco útil, mais uma escultura que um um edifício convencional.

A designação La Pedrera surgiu pela boca dos habitantes de Barcelona na altura da sua construção como uma manifestação de desagrado.



Por fim, e talvez a maior obra de Gaudi, o Templo Expiatório da Sagrada Família ou Catedral da Sagrada Família.

Haveria muito a dizer sobre este monumento impressionante. Mas temo não ter palavras para resumir a sua grandiosidade.

É, de facto, uma obra maravilhosa, iniciada em 1883 e ainda não acabada. Inicialmente foram previstas três fachadas, a da Natividade, a da Paixão e a da Glória (esta ainda não construída).


Uma maquete em mármore da obra final poderá ser vista numa loja próxima, que permite imaginar o aspecto da Catedral em 2025, quando se prevê que as obras estejam finalmente concluídas.

No caminho, ainda passamos pelo Parc Güel, com um banco de cerca de 152 metros coberto com mosaicos coloridos.
De realçar também as casas e a fonte com o lagarto que por vezes é associado a Gaudi.

Em resumo, e para quem puder, visitem Barcelona.
Planeiem vários dias, e vão com os olhos bem abertos, porque há imenso para ver.
Quando eu lá voltar, prometo uma fotoreportagem mais abrangente.

Que o panão esteja convosco.

Um mundo, um sonho... não me acordem.. ainda é cedo...

Olá...
De regresso de férias (essa posta virá mais tarde), e com vontade de outro período de descanso, recomecei a ouvir e ver notícias, ou pelo menos aquilo que os nossos jornais e jornalistas nos vendem. Naturalmente incontornável, o maior (ou não) evento desportivo mundial em Pequim, os tais dos Jogos Olímpicos.

Nesse dito evento, estarão os melhores atletas do mundo, ou pelo menos os que conseguiram atingir as marcas mínimas para ali estarem a representar as cores do seu país... sim, as cores do seu país. Não, não vou entrar na discussão das marcas mínimas e a sua real (ir)relevância.

Comecemos pelo país organizador. A China, como exemplo na defesa dos Direitos Humanos - as intensas políticas contra o trabalho infantil, as delicadas políticas de controlo da natalidade, a democrática resolução da questão do Tibete -, na defesa do Ambiente, na defesa da Liberdade, claramente merecia organizar um evento desta dimensão (a isto chama-se ironia)...
Também não vou entrar na discussão da extrema preocupação com a imagem que os chineses demonstram... com as polémicas da cerimónia de abertura...

O que realmente me preocupa e choca é determinadas declarações dos nossos atletas e diregentes.
Depois de vermos uma equipa de amadores a dar uma lição de amor "à camisola" e ao desporto, vemos determinados "atletas de alta competição" (as aspas foram propositadas) a desistirem de provas porque a anterior correu mal... a recorrem a desculpas absurdas, como a hora da prova, ou a futebolística desculpa da arbitragem.. valha-nos a Vanessa a mostrar atitude de campeã, embora também um pouco desbocada... e vemos dirigentes, com responsabilidades naturalmente acrescidas, a disparem fardas, sejam elas certeiras ou não.

Preocupamo-nos, e bem, com o dinheiro gasto pela comitiva olímpica... e mais porque não sentimos o retorno... a questão é o que vai ser feito agora? Se houve atletas que foram aos olímpicos passear, e se o Presidente do Comité Olímpico, ou a Vanessa Fernandes, ou outro qualquer sabem quem são esses atletas, que tipo de sanção vão sofrer?
E os que foram lá com o espírito combativo, com ganas de vencer serão recompensados?

Provavelmente não... infeliz e habitualmente vai tudo ficar em águas do peixe da Noruega, à boa maneira lusitana, servido com batata a murro e muito azeite e alho.
Vai ser a operação Fuwa (quem não sabe o que é, http://pt.wikipedia.org/wiki/Fuwa)... e surgirá um qualquer Bibi para servir de símbolo do mal e o povo ficará satisfeito...

Que o panão esteja convosco.