Monstro de Olhos Esverdeados

O Monstro de Olhos esverdeados, no original green-eyed monster, é uma expressão utilizada por Shakespeare, no seu Otelo, para se referir à inveja
Curiosamente, inveja é também a última palavra dos
Lusíadas do nosso Camões.

Segundo a Wikipédia, a
inveja, dor de cotovelo ou até o Monstro de Olhos Esverdeados, pode ser definida "como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual".

Ora aí está...
Gostei da incompetência e limitação intelectual...

Uma simples fotografia num simples site... a uma distância tal, que nem pela proeminência abdominal se percebe quem é...
Dará assim tanta visibilidade? Dará assim um status tão elevado?
Claro que não... isso é certo.

Então, qual será a verdadeira razão?
Será a inevitável inépcia que caracteriza o desempenho profissional de determinados seres? De tal maneira patente, que até uma pequena distinção leva a atitudes desenfreadas de inveja?

Claro que temos que ser profissionais, e fazer o nosso melhor.
A deontologia profissinal associada à nossa classe, obriga-nos a pautar a nossa labuta pelo profissionalismo, correcção, empenho, etc... mas também pela ética.
Ainda para mais, vindo de indivíduos da mesma classe profissional... embora pouco éticos e muito mesquinhos.

Confesso que me irritou profundamente. Não esperava, embora admita que fui crente... porque seria óbvio.
Aliás, eu devia era estar a contar com isso.
"Não estamos cá para contribuir, mas sim para receber..."
Ninguém o disse, mas eu assumo que pensaram...

Ainda bem que quem de direito sabe apreciar e valorizar... se assim não fosse...

Que o panão esteja convosco...

Sobrevivente #1


A janta correu bem, o pãozinho de alho da Pizza Hut estava bom (quase que comia apenas 1 fatia, não fosse eu estar atento) e a nova Cheesy Bites Pepperoni estava deliciosa. Infelizmente, certos alarves sorvem em segundos as respectivas fatias e não saboreiam a refeição, ao ponto de obrigar a minha pessoa a proceder da mesma forma sob pena de perder o meu quinhão (note-se: "nh"). As Abadias regaram a refeição, o LCD transmitia o M.U./Barça (condição exigida à funcionária para os presentear com a nossa presença) e a conversa... bem, a conversa era a do costume.
Deixarei qualquer outro apontamento para os outros panões... Saudações panaíricas!

Jantaaaaaaaaa


Ora bem, após alguns meses (pronto, semanas), lá vamos nós pra mais um jantar panaírico. E para não variar, uma fast food no Shopping.
A malta até nem deve estar com muito apetite, depois de um fim-de-semana académico na Bila (confirmas Panão-Pires?) e almoço na queima de Bragança (esse fui mesmo eu). Quanto ao Panão-Júnior... esse também se cuida bem e não deve ter passado fome. E vai daí não sei... ele anda a preparar o físico para a praia...
Bem, interessa é que vamos poder dar, uma vez mais, asas à criança dentro de nós e libertar o nosso vocabulário oprimido.
Amanhã o(s) sobrevivente(s) contarão como foi...

Evolução!!!!

Bom... já se falou muito em evolução aqui, mas mais tendente para o aspecto pessoal.

Hoje soube-se da grande notícia que vai elevar o nome da empresa onde eu e o Panão Daniel trabalhamos. Foi-nos adjudicada a prestação de serviços para a recolha e limpeza urbana no Porto!

Espero que esta mudança se traduza também numa maior realização pessoal! Eu e o panão panão iremos fazer por isso.... e claro que vamos partilhar isso com o terceiro panão, nem que seja em forma de jantares panaíricos!

Está na hora de rejubilar porque vem aí muito trabalho! Dessa forma só me resta dizer, e de modo a que não haja confusões futebolísticas, o seguinte:

"O lixo do Porto é nosso" :)

Uhhhhhh uhhhhhh

Não resisti a este texto...

Eu sei que todos conhecem isto...
Mas que está muito interessante, está...

"Nasceste antes de 1986?
Então lê isto...
Se não... lê na mesma....
Esta merece!!!!!
Deliciem-se...

Nascidos antes de 1986.

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas,em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos..
Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas 'à prova de crianças', ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem..
Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões.
Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
Não tínhamos Play Station, X Box.
Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.
Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!
Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos.
Acreditem ou não íamos a pé para a escola; Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Criávamos jogos com paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei.

Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
És um deles?
Parabéns!
Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, 'para nosso bem'.
Para todos os outros que não têm a idade suficiente, pensei que gostassem de ler acerca de nós.
Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho... E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.
A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986, ou depois. Chamam-se jovens.
Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.
Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.
Para eles sempre houve uma só Alemanha e um só Vietname.
A SIDA sempre existiu.
Os CD's sempre existiram.
O Michael Jackson sempre foi branco.
Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo tivesse sido um deus da dança.
Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie, são filmes do ano passado.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
Não acreditam que houve televisão a preto e branco.

Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:

1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
4. Surpreende-te ver crianças tão à vontade com computadores.
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis..
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.
8. Vais encaminhar este e-mail para outros amigos porque achas que vão gostar.

SIM ESTÁS A FICAR VELHO heheheh , mas tivemos uma infância do caraças!!!"

Que o panão esteja convosco!!!

A Bolonhesa e a massa a acompanhar...

Olá...

Hoje, quando navegava no blog do Mega (sim, esse informático traidor de ambiental), deparei-me com uma posta dele sobre a cartola e a bengala...
Nessa posta, somos esclarecidos sobre quem tem o direito e o dever de usar a Cartola e a Bengala, que eu enverguei com tanto orgulho... (mesmo em situações embaraçantes como à entrada do restaurante no jantar da Tuna, não é Susy?)

De facto, a minha passagem pela Utad não foi curta... foram alguns anos. E penso que absorvi com correcção o Espírito Académico... em toda a sua dimensão...

Mas o espírito académico ficará para outra posta.
O que me leva a escrever hoje é a Bolonhice, Bolonhesa ou mais comummente a Declaração de Bolonha, especificamente em Portugal e na Utad, que embora não se tratando de uma especialidade gastronómica, deixa um sabor amargo...

Se o nosso ensino superior precisava de uma reforma? SIM!
Se está a ser feito da melhor maneira... só o tempo o dirá, mas espero que sim.

Custa-me um bocado, ser licenciado com 5 anos (os outros não contam para o caso) e ter um "licenciado" de 3 anos a ser equiparado a mim. Será que alguém com 3 anos de estudos superiores estará tão preparado para a vida profissional como eu estava? (ou deveria estar, vá...)
Se sim, e se com mais dois anos se fica com o grau de Mestre... então... 3+2... eu deveria obter o grau de Mestre de forma automática... Mestre Pires... soa bem, não soa?

E se eu frequentei e fui aprovado a uma disciplina de Projecto (final de curso, entenda-se), que mais não foi do que um complexo trabalho que envolveu recolha bibliográfica, trabalho de campo, análise e discussão de resultados, análises económicas, etc, etc...
Querem chamar-lhe dissertação? Chamem... e chamem-me Mestre...

E então, voltando à questão académica... os finalistas bolonheses não poderão envergar a cartola e bengala no fim do 1º ciclo... só o poderão fazer no fim do 2º ciclo...

Decisão polémica do Conselho de Veteranos da UTAD, mas acertada?
Os actuais alunos dirão que não... que é uma "palhaçada"...

Pessoalmente acho que é correcto... pelo menos para já... pelo menos até o "sistema" estar uniformizado e for coerente para todos... Eu tenho a esperança que o mercado laboral saiba reagir a esta mudança, reconhecendo a diferença. E que as ordens profissionais que representam as várias classes profissionais, que também o saibam e queiram fazer... sem politiquices...

E bolonhesa de atum, já experimentaram?

Que o panão esteja convosco...

A música... e o lado escuro da lua...

Na posta anterior falei um pouco de música portuguesa, e de uma banda que me marcou...

Hoje, resolvi falar-vos um pouco da banda que me marcou, marca e marcará...

Estou, claro está, a falar dos Pink Floyd... não dos Pink Floyd das colectâneas tipo Pulse... ou a frustrada tentativa de ressurgimento com o Division Bell.... nessa fase em que os Pink Floyd claramente sem timoneiro e sem destino, se arrastavam com escassos rasgos de brilhantismo do David Gilmour.

Não esses, estou a falar dos Pink do Syd Barret e dos Pink do Roger Waters... estou a falar das fases geniais dos Pink Floyd.

A fase do génio Barret, a fase do génio louco e desvairado... uma mistura atordoante de sons, com letras alegadamente metafóricas e alucinadas. A fase musical talvez mais estranha e mais obscura... mas igualmente apaixonante e envolvente...

A fase do génio Waters, claramente a minha favorita... em que a mistura de sons enebriante derivava em harmonia mais fácil de atingir ao comum mortal... uma harmonia que nos fazia viajar... e relaxar...
Esta será a fase das grandes obras musicais dos Pink... o mítico Dark Side of the Moon... sem dúvida o mais emblemático, com muitos anos nos tops, e ainda hoje considerado o melhor álbum dos Pink.

O álbum The Wall, corolário do excessivo protagonismo do Roger Waters no destino da banda... mas uma experiência musical extraordinária... que nos transporta a mais uma viagem, só que desta vez pela mente perturbada e perturbadora do génio Waters, em que somos levados a visualizar os traumas que o ajudaram a moldar...

O declínio que o domínio imposto do Roger Waters na banda impunha e o desconforto que isso provocava, levou ao último álbum dos Pink Floyd como Pink Floyd inteiros... ou seja, com o Roger Waters. Estou a falar do Final Cut. Para mim, o álbum mais triste e melancólico da banda. Por outro lado, o álbum que me desperta a maior panóplia de sensações e emoções...

Aquando do concerto do Roger Waters em Portugal, ele tocou várias músicas desse álbum... eu gosto de acreditar que foi porque eu estava lá... (vá lá, deixem-me apreciar este momento...)...

Em resumo... melhor música, a eterna Wish You Were Here... uma suposta homenagem a Syd Barret...
Melhor álbum, The Wall.
Álbum mais marcante, The Final Cut...

Para ouvirem... The Postwar Dream, Fletcher Memorial Home, Wish You Were Here, Confortably Numb, The Great Gig in The Sky, Astronomy Domine...

Deixem-se levar por esta experiência musical que é ouvir os Floyd de antigamente... aqueles antes das colectâneas e concertos ao vivo...

E depois deliciem-se com o renascer da esperança com os Pink Floyd no Live8... de fazer rolar a lágrima marota... como a que rolou no concerto do Roger Waters, na música Fletcher Memorial Home...

Que o panão esteja convosco...